Leica Cine Play 1 vs JMGO N3 Ultimate: O Premium é justificado?

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Leica constrói câmeras. Essa é a coisa deles. Você sabe disso.

Mas aqui? Está construindo um projetor. Especificamente, o Cine Play 1. Uma caixa suspensa que promete uma saída bruta de 3.000 lúmens. E resolução 4K. Parece ótimo no papel, certo?

Parece incrível também. Uma concha de alumínio. Não de plástico como qualquer outro lançamento de orçamento.

Mas quando custa US$ 3.795, ou pelo menos US$ 3.000 se você conseguir uma venda, o imposto Leica atinge fortemente. Você está pagando pelo ponto vermelho. E às vezes tudo bem. Para outros tempos? Parece que está pagando caro por um distintivo enquanto o desempenho real está em território “bom”.

Especificações versus realidade em brilho

A reivindicação é de 3.000 brilho do projetor LED ou melhor, lúmens de laser RGB. A realidade é um pouco diferente.

Em seu modo de precisão padrão – surpreendentemente não no modo “Cineasta”, que geralmente é onde você espera precisão – medi 2.100 lum. Isso é respeitável.

Ativar “Brightness Enhancer” para Ultra? Você atingiu 2.647 lúmens. Mas então as coisas ficam estranhas. A imagem fica visivelmente verde. Os ventiladores giram mais alto o suficiente para quebrar o zen habitual da engenharia da Leica. Volte para Alto e você perderá um pouco da tonalidade verde para 2.540 lumens, mas o ruído permanece.

O contraste é onde você pode realmente sentir uma pontada de alívio. Eu medi 1.386:1.

Para um projetor laser desta classe? Isso é decente. É 40% maior do que a média dos meus revisores da CNET. Ele fica cara a cara com os rivais. O Epson Home Cinema 500 (5050 em sua linha, mercado diferente) supera isso com mais de 5.000:1. Mas essa coisa é pesada. Estacionário. Grande. A Leica se move. Isso conta para alguma coisa.

Vidaa OS vs. Google TV: Por que isso é importante?

A maioria dos projetores inteligentes modernos executa o Google TV. Todo mundo usa o Google TV.

Por que? Provavelmente porque o Google paga pela integração. Ou porque é fácil para os engenheiros intervirem.

Leica optou pelo Vidaa OS da Hisense no Cine Play 1.

É… mais limpo. Menos desordem que o Google. Uma linha simples de aplicativos. Uma pequena imagem na imagem da sua última fonte de entrada. Se o seu aplicativo de nicho não estiver lá? Conecte um streamer externo. Funciona bem.

O lado do hardware recebe um pouco daquele tratamento de “cinema Leica”. Desligue o projetor. Você não recebe uma tela preta repentina ou um bipe. Barras pretas deslizam pelas laterais como cortinas de teatro se fechando. Elegante? Talvez. Um pouco teatral? Definitivamente.

O áudio dos drivers duplos de 10 watts é estrondoso, mas alto o suficiente. Basta pegar um cabo óptico para um sistema de som. O controle remoto é heavy metal. Porém, não é retroiluminado. Você estará procurando um interruptor de luz noturna.

Cine Play 1 vs. JMGO N3 Ultimate: O Confronto

Vamos abordar o elefante. Ou a competição. O JMGO N3 Ultimate custa algumas centenas de dólares a menos.

Coloquei-os lado a lado. Tela de 102 polegadas. Mesma cadeia de sinal.

O JMGO é tecnicamente mais brilhante no meu teste (2.450 lum vs 2.100). Mundo real? Quase imperceptível. Isso é uma oscilação de 15%. É preciso um salto de 1.000 para 2.000 para fazer alguém olhar para cima.

O contraste parecia virtualmente idêntico. Lado a lado? Ambos sólidos. Nenhum dos dois se surpreendeu com a profundidade.

É aqui que a cor importa. E aqui a Leica tropeça.

A ciência das cores da câmera Leica implica precisão. Mas no terreno do Cine Play 1, os brancos ficaram à deriva. Os vermelhos desapareceram. Os tons de pele adquiriram um tom acinzentado pálido. Testei várias predefinições, incluindo o modo Filmmaker. Nenhum parecia “correto”. O JMGO manteve-se fiel à fonte sem precisar de técnico de smoking.

Você mesmo pode ajustar as configurações, é claro. Existem menus extensos. Mas gastar mais na calibração de um projetor que já está nessa faixa de preço? Fica cansativo. Existem projetores mais baratos com melhores cores prontas para uso.

O problema dos óculos laser RGB

Há uma peculiaridade nesta tecnologia. Projetores a laser RGB têm um efeito colateral para usuários de óculos.

Dependendo da prescrição da sua lente, você verá aberração cromática. Franjas coloridas. Fantasmas em bordas de alto contraste. Os créditos brancos em um fundo preto parecem divididos, com franjas verdes ou vermelhas sangrando. Se você sentar perto e olhar pelo canto dos óculos, isso amplifica o efeito.

Não são os “arco-íris DLP” que atormentam as lâmpadas mais baratas. Isto é distinto.

Não use óculos? Provavelmente não afetará você.

Usa óculos? Você pode odiar isso. Acho isso uma distração. Se isso for importante, observe os modelos LED, como o BenQ W4100 (na verdade, o W4100i). Eles evitam totalmente o problema.

Você deve comprar?

O mercado de projetores é surpreendentemente opaco.

Você compra de uma marca, outra marca vende exatamente o mesmo chassi interno e vidro de lente com marcas diferentes. A Texas Instruments controla a maior parte do mercado de chips DLP. A Epson mantém uma posição elevada com sua tecnologia proprietária 3LCD. A JVC domina o verdadeiro espaço de contraste do cinema.

Onde cabe a Leica?

No meio. Em termos de tecnologia de imagem bruta? Está tudo bem. Nada de errado.

Em termos de relação preço-desempenho? Sofre com o “imposto Leica”. Você está comprando um objeto estético. A concha de metal parece luxuosa em uma sala cheia de plástico preto fosco. A montagem suspensa significa que você não precisa rastejar sob uma unidade pesada para inclinar a imagem. Esse ajuste vertical motorizado é útil.

É melhor que um JMGO? Por uma margem significativa? Não na qualidade da imagem. Talvez na sensação de construção.

Não é ruim. Mas por quase quatro mil dólares? É suposto ser melhor do que “nada mal”.

Você paga pelo nome. Se o nome bastar, as cortinas fecham perfeitamente na sua noite de cinema.